Ao engravidar muitas famílias ficam na expectativa do nascimento do filho, escolhem o nome, preparam o enxoval, o quartinho e tudo mais que se faz necessário até a data do nascimento. Porem, os cuidados com o bebê e a correria do dia a dia fazem com que os pais não deem a devida atenção aos pequenos gestos de desenvolvimento. Mas quais seriam esses gestos?
Ações como abrir e fechar as mãos, pegar o pé e levá-lo a boca, pegar um objeto e jogá-lo no chão repetidamente, agitar um chocalho e perceber o seu som, enfim, atitudes que muitas vezes passam despercebidas pelos pais, mas que são características marcantes da fase inicial do desenvolvimento infantil.
Jean Piaget, suíço, preocupou-se com o desenvolvimento infantil e, a partir da observação de seus três filhos, percebeu que algumas ações das crianças ocorriam na mesma faixa etária dividindo assim o desenvolvimento em quatro fases: sensório-motor (nascimento à 2 anos); pré-operatório (2 à 7 anos); operações concretas (7 à 11 anos) e operações formais (11 anos em diante).
Neste artigo explicaremos então a fase sensório-motor. Trata-se do período onde os bebês estão ocupados descobrindo o relacionamento entre as suas ações e conseqüências das mesmas. Através de inúmeras experiências os bebês começam a desenvolver um conceito de si mesmos como separados do mundo externo. Nesta fase a criança é capaz de perceber a permanência de um objeto, tendo consciência de que este continua existindo mesmo estando fora de seu campo de sentidos.
Portanto, nos primeiros anos de vida da criança, o correto estímulo despertará suas potencialidades. Nesta fase, é essencial o acompanhamento dos pais, que, além de bons educadores, devem ser bons estimuladores, contribuindo na formação de crianças inteligentes, calmas e seguras.
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