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Portadores de necessidades especiais no mercado de trabalho
Duas razões para contratar PNE’s

A responsabilidade social impulsiona a contratação de PNE’s: as empresas
perceberam que ter responsabilidade social afeta diretamente a imagem e por
conseqüência, pode ser uma boa ferramenta de marketing.

A emocional: uma explosão de sentimentos positivos que invadem a empresa
exclusivamente pelo fato de existir um colega com deficiência, leva a organização a
contratar mais PNEs.

A lei nº 8.213 de 1991 estipula uma cota de 2% de empregados portadores de
necessidades especiais quando a empresa tem até 100 funcionários. Quando este
número é de 1000 empregados, a cota mínima para portadores sobe para 5%. Mas
esta questão vai muito além de lei. Ribas (2007, p.61) enfatiza que respeitar a
legislação é obrigação e dever. Mas respeitar a legislação tão somente porque o
desrespeito significa infração passível de autuação é atrair sobre si um risco
perigoso.

Participar, estar inserido no mercado de trabalho é de fato o que permeia os
desejos de milhares de brasileiros. O desemprego expõe o cidadão ao descaso, à
marginalidade, e suas conseqüências vão além do aspecto econômico na vida de
uma pessoa. Sua vida social e pessoal é afetada por não participar ativamente da
economia do país ou mesmo da família. Estar inativo, por sentir-se excluído e fora
dos padrões da sociedade, afeta o ego e a estabilidade emocional.

A inclusão é um processo pelo qual a sociedade se adapta para permitir a
participação das pessoas em todos os seus setores, inclusive daquelas pessoas com
necessidades especiais (PNE’s), e estas, por sua vez, se preparam para assumir
seus papéis na sociedade. O acesso de PNE’s ao mercado de trabalho é um dos
aspectos do processo de inclusão, importante por proporcionar às pessoas
condições para a satisfação de suas necessidades básicas, a valorização de si
mesmas e o desenvolvimento de suas potencialidades. Mais do que isso, é também
qualificação, desenvolvimento profissional e retenção nas empresas.

Benefícios como: reforçar o trabalho em equipe, identificar um consumidor em
potencial, trazer novas oportunidades de negócio devem ser considerados. Preparar
o espaço físico e social dentro da empresa para receber esse novo profissional é um
dever do empresário. A aproximação e integração de profissionais que não
enxergavam no PNE uma pessoa com competências podem oferecer ao ambiente
organizacional um espírito de contribuição, integração e respeito ao próximo,
independente de suas características. Tais ações sensibilizam e estimulam todos a
serem mais responsáveis socialmente, considerando que responsabilidade social
parte de pequenas atitudes individuais aos grandes eventos organizacionais.
Esta responsabilidade só é legítima se a empresa absorve o compromisso de
mudança da realidade e se dispõe a promover qualidade de vida, planejando e
integrando os PNEs ao seu quadro profissional, não apenas a partir de medidas de
contratação e adaptação, mas também investindo na capacitação do funcionário
para que ele desenvolva e se qualifique de maneira que possa ascender sua
carreira.
Voltar - 10/10/2008 - PRISCILLA PERLA VON ZUBEN

PRISCILLA PERLA TARTAROTTI VON ZUBEN CAMPOS
Psicóloga Organizacional
Sócia da ASDE - Empresa de Assessoria Empresarial e Gestão de Pessoal

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