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A.V.C – ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
Definição O acidente vascular encefálico se caracteriza pela instalação de um déficit neurológico focal, repentino e não convulsivo, determinado por uma lesão cerebral, secundária a um mecanismo vascular e não traumático. Podemos encontrar, conseqüentemente, AVEs secundários a embolia arterial e processos de trombose arterial e/ou venosa, causando, assim, isquemia e/ou hemorragia cerebral.

Classificação
Podemos classificar o AVE em dois tipos: isquêmico e hemorrágico.

a) Acidente vascular cerebral isquêmico (AVEI): pode ser causado por embolia ou trombose arterial e subdividimos de acordo com a duração do déficit em:
• Ataque isquêmico transitório (AIT): apresenta quadro agudo com perda de função de uma região encefálica ou retiniana, regredindo em menos de 24 horas, atribuindo a suprimento sangüíneo inadequado em território carotídeo ou vertebrobasilar;
• Déficit neurológico isquêmico reversível: ocorre quando a reversão do quadro neurológico se dá em tempo superior a 24 horas e inferior a três semanas;
• AVE em progressão: este se dá quando o déficit focal piora ou melhora, em um determinado período de tempo. Por isso, nestes casos, torna-se necessária uma reavaliação periódica do paciente em 30 a 60 minutos;
• Infarto cerebral ou AVE completo: ocorre quando o déficit neurológico persistir por mais de três semanas.

b) Acidente vascular cerebral hemorrágico (AVCH):
• Hemorragia intracerebral: corresponde a presença de lesão intraparenquimatosa,(hematoma) levando a sinais e sintomas neurológicos secundários;
• Hemorragia subaracnóidea: neste caso não observamos sinais de sofrimento cerebral intraparenquimatoso, somente se houver complicações posteriores.

AVALIAÇÃO DO PACIENTE NEUROLÓGICO –avaliação clinica e física

I) ANAMNESE
* Queixa principal
* História da Moléstia Atual
* Antecedentes
Importante: Na anamnese além do nome, idade, sexo, cor, profissão e procedência, identificar a mão de preferência ( o conhecimento da mão nos diz por exemplo, durante um exame neurológico, que os flexores da mão esquerda de um indivíduo canhoto devem ser mais fortes que os da mão direita, e que a sensibilidade será sempre maior na mão de preferência.

II) EXAME FÍSICO
* Exame físico geral (acompanha muleta, cadeira de rodas, etc )
* Sinais Vitais

III) EXAME NEUROLÓGICO
* Exame do estado psíquico ( emocional)
* Motricidade
- Motricidade automática
- Motricidade voluntária
Manobras deficitárias ( realizadas por i minuto de olhos fechados)
* Reflexos
* Sinal de Hollfman
* Sinal de Babinsk
* Palmo mentoniano
* Coordenação ( avaliar Sist. Piramidal e Extra piramidal)
* Equilíbrio
* Estático
* Dinâmico
Avaliar marcha: c/ dissociação; s/ dissociação; c/ claudicação

Programa fisioterapêutico:

1) Sessão individual para exercitar os membros atingidos (alongamentos), manter articulações livres (mobilização), treino de equilíbrio na posição sentada.
2) Uma classe de ginástica, na qual o paciente aprende a mover novamente o corpo.
3) Um período de exercícios de resistência para fortalecimento muscular.
4) Treino de marcha.
5) Atividades de vida diária, na qual ele aprende a mexer-se, deitar-se, levantar-se...

O que ocorre bastante e é difícil de aceitar pelo paciente e também pela família, é a lentidão do processo. É claro que o tempo e o grau de desempenho está relacionado com o grau do AVC, com a personalidade do paciente, a presença e a gravidade de depressão e muitos outros fatores que podem ser descritos como reabilitação física.

OBJETIVOS:
Durante o início da recuperação objetivamos principalmente:
- minimizar os efeitos das anormalidades de tônus;
- manter uma ADM normal e impedir deformidades;
- melhorar as funções respiratórias e motoras;
- mobilizar o paciente nas atividades funcionais iniciais envolvendo mobilidade no leito, o ato de sentar, transferências...;
- impedir o descondicionamento;
- promover a conscientização corporal, movimentação ativa e uso do lado hemplégicoi;
- melhorar controle de tronco e equilíbrio na posição sentada;
-iniciar as atividades de cuidados pessoais.
BIBLIOGRAFIA

* UMPHRED; Darcy Ann – Fisioterapia Neurológica . Ed. Manole Ltda . 2º edição, 1994.
* DELISA, Joel A. - Medicina de Reabilitação: Princípios e Prática. Editora Manole, Lta. Vol. 2. Cap. 29. 1992.
* DIAS, José A.; FALCÃO, Isabel M. – Análise da variação percentual das taxas de mortalidade por Acidente Vascular Cerebral e Doença Isquêmica do Miocárdio nos treinos 80-82 a 90-92, a nível distrital. Saúde em Números. Direção Geral da Saúde. Vol. 9, n.º 1.(Abr.94). 2ª Edição.
* Direção Geral da Saúde. – Conservar-se em forma na idade avançada: Autocuidados na saúde e na doença. Guias para as pessoas idosas I. Comissão Nacional para a política da terceira idade. Lisboa 1996.
Voltar - 22/04/2011 - Dra. Maria Benedita Stifter

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